quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Solidariedade às vítimas das Catástrofes em Santa Catarina



Todos os anos as chuvas de verão castigam o País, todos os anos Santa Catarina tem regiões inteiras destruídas, pessoas perdem vidas e casas.  Dessa vez, infelizmente a tragédia aconteceu na região do Vale do Itajaí Açu, norte do estado e na grande Florianópolis, uma das mais belas extensões de terra formada por montanhas, praias, mata atlântica e rios. As vítimas começam a somar mortos e desaparecidos. O número de municípios atingidos já chega a 68, alguns em situação de emergência e calamidade pública, como a cidade do Mirim Doce, que fica no Alto Vale e foi quase totalmente destruída pelas últimas enchentes de janeiro, com centenas de desabrigados e sua economia inteira abalada, pois, é uma região que tem por base a agricultura.
Mas, a situação ainda não foi normalizada. Como a intensidade das chuvas de verão é alta e a previsão para os próximos dias é de um volume acima do normal em todo o Estado, a imprensa e a sociedade civil organizada já alertam para novos deslizamentos, enchentes e queda de barreiras de proporção igual ou pior às que ocorreram em 2008 e 2009 na mesma região do Vale do Itajaí e em Joinville. Na cidade de Blumenau, a Defesa Civil começa a retirar famílias que estão em áreas de risco eminente de queda de barreiras.
Prestamos nossa total solidariedade ás vitimas e aos familiares das vítimas dessas enchentes, aos desabrigados que perderam tudo o que tinham, sendo que muitos deverão recomeçar sua vida de novo. Acompanhamos pela televisão e torcemos para que não se repita a tragédia de 2008.
Mas porque todos os anos, milhares de pessoas perdem suas casas e centenas perdem suas vidas, sem que nada seja feito para evitar essas tragédias? É sabido que as chuvas de verão são intensas, quanto mais calor mais chuvas.
Segundo as denuncias do Contas Abertas, o governo Lula, no ano passado investiu apenas R$ 167,5 milhões dos R$ 425 milhões previstos no Programa de Prevenção e Preparação para Desastres. E mais da metade desse recurso foi parar na Bahia, do Ministro de Integração Geddel Viera Lima, como bem denunciou o TCU, relatando que não havia dados técnicos que justificassem essa medida. Não podemos permitir que o dinheiro seja usado para fins eleitoreiros. Gasta-se mais com recursos para reparos dos que com prevenção. Isto tudo porque as obras para os reparos é o que garante a propaganda eleitoreira dos políticos e dinheiro para as empreiteiras amigas do governo.
As causas das tragédias não são apenas as chuvas, como tentam passar os sucessivos governos.  A responsabilidade é dos governos federal e estadual e das sucessivas Prefeituras, que tratam os problemas com descaso, nada fazem para garantir obras de prevenção e liberam a construção de casas irregulares em encostas e margens dos rios. Falta uma política responsável de programas de prevenção de desastres e catástrofes e de transparência e controle desses gastos que na maior parte das vezes acaba sendo desviado. O maior exemplo do descaso com o dinheiro público foi a aprovação pela ALESC de um aumento dos deputados estaduais para R$ 20 mil (seguindo na crista da onda dos deputados federais, senadores, ministros, Presidente da República e Vice-Presidente que tiveram seus salários reajustados entre 60% à 130%). O cúmulo do absurdo foi a aprovação da Assembleia Legislativa de uma pensão vitalícia para servidores estaduais que já cumpriram mandato parlamentar, ou seja, os servidores que não se reelegeram vão continuar recebendo os mesmos proventos do que quando tinham assento na ALESC.
Enquanto isso, o Programa de Drenagem Urbana e Controle da Erosão Marítima e Fluvial em 2010 teve orçamento de R$ 1,011 bilhão, e só liberados R$ 163 milhões (16%), de acordo com dados do Siafi.  Até no PAC, carro chefe da política do governo, só foram gastos 21% de um total de 760 milhões dos programas que deveriam ser executados.
A desculpa para não liberar verbas aos estados é a falta de projetos. Mas a razão é outra: o governo Lula pagou em oito anos R$ 851 bilhões apenas em juros e amortizações da Dívida aos banqueiros, sendo que a dívida só aumenta, passando para R$ 1,73 trilhões. O que mostra como o governo privilegia os ricos do sistema financeiro.
Em 2008/2009 as vitimas foram principalmente no Médio Vale e Foz Rio do Itajaí. Hoje a tragédia é principalmente no Alto Vale, Joinville e Grande Florianópolis. O verão ainda não acabou... O governo deve garantir todos os recursos necessários para os reparos nessa região, apoio médico, sanitário e alimentício assim como abrigo decente para os desabrigados. Junto com isso, uma política de construção de casas para que essas famílias possam recomeçar suas vidas. É necessário evitar que essa tragédia caia no esquecimento! Até hoje os desabrigados de Blumenau, continuam sem solução, em abrigos improvisados com mais de 30 famílias, os que voltaram para suas casas ou compraram outras, já estão sendo despejados novamente. Em muitas cidades, a exemplo de Itapema, as obras das casas para os desabrigados da enchente de 2008 ainda não foram concluídas.

Itapema, 07 de Fevereiro de 2011.
Corrente Socialista dos Trabalhadores – PSOL
Associação Sindical UNIDOS PRA LUTAR!

Cristiano R. Florêncio
*CST*        *PSOL*
*SISEMI*    *UNIDOS PRA LUTAR*    
*UNIVALI*   *COLETIVO VAMOS À LUTA*

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Alguma coisa acontece...: /Meu Muiraquitã/

Alguma coisa acontece...: /Meu Muiraquitã/: "Ofereci como presente, meu Muiraquitã a um jovem guerreiro de olhos transparentes e um semblante de ouro, de lá de Santa Catarina. O rapaz,..."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Necessidade do Sindicato, por Bertold Brecht

Mas quem é o sindicato?
Ele fica sentado em sua casa com o telefone?
Seus pensamentos são secretos, suas decisões desconhecidas?
Quem é ele?
Você, eu, vocês, nós todos.
Ele veste a sua roupa, companheiro, e pensa com a sua cabeça.
Onde more é a casa dele, e quando você é atacado, ele luta.
Mostre-nos o caminho que devemos seguir e, nós seguiremos com você.
Mas não siga sem nós o caminho correto.
Ele é sem nós o mais errado.
Não se afaste de nós.
Podemos errar e você ter razão, portanto não se afaste de nós!
Que o caminho curto é melhor do que o longo, ninguém nega.
Mas quando alguém o conhece e não é capaz de mostrá-lo a nós,
de que serve a sua sabedoria?
Seja sábio conosco!
Não se afaste de nós!
Bertold Brecht foi poeta, teatrólogo e dramaturgo que lutava pela emancipação social da humanidade. Nasceu em 1898 na Alemanha e morreu em 1956. Era filiado ao Partido Comunista Independente e se contrapôs ao autoritarismo e violência do governo soviético comando por Stalin. Suas peças, poesias e demais obra literária formam um dos maiores legados do século XX por expressarem as lutas, os protestos, a rebeldia e os ideais dos cidadãos comuns que viveram um dos momentos mais ricos da história da humanidade.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ITAPEMA E REGIÃO ESTARÁ REPRESENTADA NA II CONAES

ITAPEMA E REGIÃO ESTARÁ REPRESENTADA NA
II CONAES – CONFERÊNCIA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
“Pelo direito de Produzir e viver em cooperação de maneira sustentável”.

Cristiano R. Florêncio*
Idalina M. Boni**

Nos dias 23 e 24 de abril aconteceu em Lages/SC a II CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA com delegados eleitos de todo o Estado. A conferência foi um exemplo de democracia e participação popular, com painéis, grupos temáticos e plenárias. Também foi um ótimo momento de articulação, formação e integração do estado com todo o movimento da economia Solidária, com a representação de todos os segmentos em mais de 100 pessoas presentes na Casa de Formação, tivemos dois dias de trabalhos intensos e muita discussão. O objetivo foi firmar um compromisso dos empreendimentos de economia solidária, entidades de apoio e poder público com uma estratégia política efetiva de sustentabilidade, segundo o tema: “O direito às formas de organização econômica baseadas no trabalho associado, na propriedade coletiva, na cooperação e na autogestão, reafirmando a Economia Solidária como estratégia e política de desenvolvimento”.
A Economia Solidária tem uma forma diferente de produzir, comercializar e trocar - de forma coletiva - o que é necessário para se viver. Tem uma forte ligação com meio socioambiental, por isso, seus produtos não agridem o meio ambiente. Valoriza o ser humano pelo que ele é e não o explora pelo que ele tem, tendo como fundamento o comércio justo. Estabelece uma forte visão associativa e cooperada, buscando sempre o bem comum e uma sociedade mais justa.
A II Conferência Estadual de Economia Solidária foi precedida pelas etapas preparatórias das oito Conferências Regionais de Economia Solidária e as propostas destas foram sintetizadas em um relatório final na etapa estadual e será encaminhado para a II CONAES. Na etapa estadual foram divididos os grupos por eixos e com o documento base na mão todos se empenharam em fazer as alterações discutidas pelo grupo e inclusão das propostas vindas das conferências regionais. O resultado foi muito bom e com grande participação na plenária final. Tivemos 6 moções e encaminhamentos de trabalhos para o FCES - Fórum Catarinense de Economia Solidária. As propostas principais seguiram no fortalecimento dos Fóruns; Formação, Crédito e Mudanças de Leis para Tributação; na implementação da Lei Estadual de Artesanato e de Economia Solidária; na articulação de uma proposta de Lei Geral do Cooperativismo, para ser levada ao Congresso Nacional. Foi um momento rico que fortaleceu a economia solidária e apontou caminhos de união e muito trabalho. Em nossa região firmamos a construção do Fórum Litorâneo de Economia Solidária.
Nesta etapa estadual foram eleitos 64 delegados (32 para empreendimentos de economia solidária; 16 para o poder público e 16 para a sociedade civil) que irão representar o nosso Estado II CONAES que ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de junho em Brasília. O trabalho está lançado teremos que nos organizar para realizá-lo e encaminhar nossa delegação para a II Conferência Nacional de Economia Solidária
A Regional de Economia Solidária do Litoral do Vale de Itajaí e Brusque elegeu os Seguintes representantes:
- Segmento I (Poder Público): Cristiano PBF/SASCDH/Itapema, Onézio Pref./Itajaí e Armando Pref./Brusque;
- Segmento II (Sociedade Civil): Dalila/Associação Comunitária Limeira/Camboriú, Idalina/UNISOL, Jomar/CEPESI e Erasmo/ANTEAG;
- Segmento III (Empreendimentos de Economia Solidária): Genilda COOPERITAPEMA/Itapema, Sueli/Associação Quilombola Morro do Boi, Elói/BRUSCOR, Marília/Núcleo Afrodescendente Manoel M. Passos e Nilton/AMARK.

* Delegado eleito para a II CONAES representando o Programa Bolsa Família e a Secretaria de Assistência Social, Cidadania e Direitos Humanos do Município de Itapema.

** Comissão Organizadora Estadual da II Conferência Estadual de Economia Soldaria e delegada eleita para II CONAES representando a UNISOL.